quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Ficha de leitura

  1.  1. O QUE É UMA FICHA DE LEITURA.
Ao longo da tua vida escolar terás de elaborar trabalhos extensos que te obrigam a recolher muitas informações e a ler vários livros. Durante essas leituras terás de tomar notas que te facilitem, depois, o uso das informações recolhidas. Para guardares as notas que foste tomando, podes recorrer a uma ficha de leitura.

Uma ficha de leitura é um registo da informação mais importante que recolheste sobre o conteúdo do texto. 

2. COMO SE FAZ UMA FICHA DE LEITURA
 Para que uma ficha de leitura seja completa, deves ter em conta vários aspectos:
  1. FORMATO DE UMA FICHA DE LEITURA.
Podes usar formatos estandardizados ou criar as tuas próprias fichas. Geralmente, deverão ter o tamanho de uma folha A4, na horizontal, ou de meia folha.

  1. MATERIAL USADO NUMA FICHA DE LEITURA:
É conveniente que as fichas sejam de cartolina ou de cartão fino para poderem ser consultadas no ficheiro. Também podes criar estas fichas no computador.
·        Referências bibliográficas: número de páginas, edição, editora…
·        Informações sobre o autor.
·        Breve resumo dos conteúdos.
·        Transcrição das citações mais importantes: usar uma cor diferente para destacar.
·        Comentários pessoais, ao longo do resumo: colocá-los entre parênteses rectos a cores.
·        Outras observações, se necessário.
Nota: Deves incluir todas as informações que te pareçam importantes.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A França nas Vésperas da Revolução

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Este período é marcado pela construção de um novo modelo de sociedade, cujos hábitos de vida, valores e concepções ideológicas determinaram a época contemporânea.


Causas sociais e políticas

1.  Predomínio de uma estrutura social aristocrática e tradicionalista;
2.  Clero e nobreza gozavam de poderes e privilégios ilimitados;
3.  Burguesia enriquecida pelo comércio colonial mas afastada do poder político e sem privilégios ou prestígio social;
4.  O terceiro estado, composto pelas classes laboriosas era verdadeiramente o único que pagava impostos, sem privilégios de qualquer espécie, nem atenções por parte do governante;
5.  O rei, acima desta hierarquia, governava de forma absoluta, fundada no princípio do direito divino dos reis e apoiado nas ordens.

Conjuntura económica

De um período de franca prosperidade a França, a partir de 1770, passou a viver uma conjuntura, tal como a maior parte de outros estados europeus, altamente negativa:

·     Maus anos agrícolas, geradores de fomes, doenças, carências comerciais, aumento geral dos preços dos produtos agrícolas, sobretudo do trigo.
·     Crise no comércio colonial – sobretudo com o continente americano;

·     Falência industrial e desemprego urbano; a crise nos outros sectores e na Europa em geral afectam a industria francesa que assentava basicamente nos produtos de luxo;

·     Crise financeira global e balança comercial francamente negativa;

·     Grandes encargos com o aparelho do Estado e com a corte que sobrecarregavam uma dívida estatal colossal.

Tentativas políticas de solução da crise
 
1.  Implementação de reformas económicas, sobretudo na agricultura;
2.  Alargamento do pagamento dos impostos às ordens privilegiadas;
3.  Proposta de convocação dos Estados Gerais, único órgão com poder para resolver a questão da crise económica.
4.  A convocação dos Estados Gerais permitiu o aumento do nº de representantes do 3º Estado e a proposta que foi aprovada do voto por cabeça, iniciando o eclodir de um conflito político-institucional e o início da Revolução Francesa.

A Revolução Burguesa e a Monarquia Constitucional

1.  A reunião dos Estados Gerais a partir de Maio de 1789, desencadearam um processo revolucionário sem retorno, iniciado pela própria aristocracia ao pretenderem a reunião dos Estados Gerais e posteriormente pela burguesia ao realizarem na famosa Sala do Jogo da Pela um juramento de união para o bem da França.
2. Secundados na rua pelo povo, tanto na cidade como no campo, levantamentos populares justificados pela tremenda fome e carestia dos preços, o processo foi imparável e culminou com a famosa tomada da Bastilha, uma fortaleza abandonada mas que era o bastião do Antigo Regime e de tudo o que ele simbolizava.

3. Rapidamente toda a França se encontrava incendiada pelos acontecimentos como de um barril de pólvora se tratasse. No campo, os incêndios de casas senhoriais e dos títulos guardados pela nobreza, a destruição dos campos de cultivo foram um pouco da destruição que se registou nos meses seguintes a Julho de 1789.
Na cidade foram alvos preferenciais as residências dos membros do clero e da nobreza bem como os palácios reais.

4. Entretanto os burgueses colocam-se em campos diversos e de acordo com as suas posições mais ou menos radicais assim se agrupam ideologicamente e se reúnem para que, em Assembleia Constituinte seja redigida e aprovada a primeira constituição da França.

Principal legislação da França Revolucionária


·     Abolição do regime feudal com a anulação de taxas, serviços e privilégios senhoriais;
·     Extinção da dízima eclesiástica;
·     Regulamentação da igualdade das ordens face ao pagamento dos impostos.
·     Redacção e aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, onde se espelha todos os ideais e princípios defendidos pelos Iluministas, consignando valores como a liberdade e a igualdade, direitos naturais do homem indiscutíveis e inalienáveis. Esta legislação, de carácter universalista ultrapassou a barreira do tempo e do espaço e é, ainda hoje, um marco importante nas legislações nacionais e supranacionais.
·     Em 1791, foi aprovada a primeira Constituição, documento moderado que procura ainda conciliar os interesses do monarca e dos notáveis com a nova ordem – burguesia.
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789) estabeleceu:


v O direito natural (“todos os homens nascem e permanecem livres”);
v A igualdade perante a lei, a justiça, a administração e o imposto (fim da sociedade de ordens);
v A soberania popular;
v O rei é o mandatário da vontade geral;
v Poderes tripartidos (separação dos poderes);
v Carácter universalista

A Constituição Civil do Clero (Julho de 1790)
v Abolição dos dízimos eclesiásticos;
v Nacionalização de todos os bens religiosos
v Os membros do clero foram económica e administrativamente colocados sob a dependência do Estado Francês;
v Anulação dos votos solenes dos eclesiásticos;
v Encerramento dos conventos e de todas as ordens religiosas;

Esta legislação lançou um grave conflito entre a Igreja romana e o Papa e o Estado revolucionário que era assumidamente laico.


A Constituição (1791) estabeleceu:

1.  A monarquia constitucional o primado da lei e a divisão dos poderes;
2.  O direito de voto é regulado pelo sufrágio censitário; a população fica dividida entre cidadãos passivos (aqueles que apenas possuem direitos civis) e os cidadãos activos (que possuem direitos civis e políticos);
3.  O rei perdia muitos dos seus poderes mas continuava a ser chefe do executivo e militar, tinha direito de veto sobre as leis da Assembleia constituinte e o direito de exoneração de ministros;
4.  Do ponto de vista administrativo, a França foi dividida em distritos, cantões e comunas de forma a facilitar a sua governação e a cobrança dos impostos;
5.  No campo social foram reconhecidos os direitos de igualdade perante a lei;
6.  No campo económico foi liberalizada a economia, repartida a propriedade fundiária, anteriormente nas mãos das ordens privilegiadas, bem como outras medidas tendentes a ultrapassar a grave crise económica vivida pela França neste período.

Raízes da Ideologia Liberal

A Apologia da Razão e do Progresso

 
Século XVIII

  • Grande evolução intelectual
  • Progressos técnicos
  • Grande esperança na Humanidade
  • Racionalismo sobrepõe-se ao Empirismo
  • Fé inquebrantável na Razão
·         Visão optimista e progressista na evolução da Humanidade


Iluministas (filósofos do Século das Luzes)

Defendem:

·      Fim da desigualdade entre as nações:
·      Igualdade num mesmo povo:
·      Aperfeiçoamento real do Homem possível através do ensino, da lei e dos progressos das ciências e das artes - técnica.
Denunciam:

·      O fanatismo religioso e o dogma
·      A livre circulação de ideias
·      O absolutismo e a origem divina do poder real.
Formas de difusão:

·      A Enciclopédia de Diderot e D'Alembert
·      Cafés, clubes, academias e salões
·      A Maçonaria (as lojas maçónicas).

Preconizam:

·      Uma sociedade livre e igualitária:
·      Valorizam o indivíduo invocando o direito natural
·      Consideram como vital a educação, essencial para a evolução da Humanidade.
·      Desenvolve-se um novo conceito de família e de infância.

O Estado Iluminista:

·      Valorização da soberania popular – o poder emana do povo;
·      Defesa da divisão dos poderes (executivo, legislativo e judicial)
·      Defesa do contrato social, entre quem governa e quem é governado.

A tolerância religiosa

·      Aumento da crítica à Igreja e aos seus privilégios;
·      Aumento da descrença e do cepticismo;
·      Defesa da tolerância religiosa;
·      As ideias iluministas e o racionalismo colidem com o pensamento religioso, sobretudo pela forma como a religião (católica), determinava a vida dos homens e da própria sociedade.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Revolução Americana

A Revolução Americana


A colónia inglesa na América do Norte

Maior colónia de povoamento do mundo em 1760;
13 territórios escalonados ao longo da costa atlântica; Com cerca de 2 milhões de habitantes

Antecedentes

Grande riqueza comercial dos territórios americanos;
Sobrecarga de impostos aos produtos coloniais;
Parlamento decreta o imposto de selo sobre os documentos legais;
Decretado o exclusivo comercial das mercadorias coloniais.
A reação das colónias

Colonos americanos não representados no parlamento inglês;
Stamp Act Congress proclamou a recusa de aceitar decisões não aprovadas pelos seus representantes;
Boicote às mercadorias inglesas favorecendo as estrangeiras;
Levantamento dos impostos sobre todas as mercadorias à excepção do imposto sobre o chá.

Boston Tea Party

A concessão do monopólio da venda do chá à Companhia das Índias privava os comerciantes americanos dos lucros do transporte e revenda daquele produto na América.
Um grupo de jovens disfarçados de índios lançou a carga de chá transportada pelos navios no porto de Boston.

Cronologia da Independência

Em 1774 realiza-se o 1º Congresso de Filadélfia;
1775 Soam os primeiros tiros perto de Boston então reprimida pelos ingleses;
Jornais e panfletos legitimam a insubordinação.
A Declaração da Independência

 Em 1776 Thomas Jefferson redige uma  Declaração de Independência apresentada aos delegados no 2º Congresso de Filadélfia e aprovada a 4 de Julho de 1776.


A Guerra da Independência

G. Washington foi escolhido para comandante-chefe do futuro exército americano bem como líder de ações diplomáticas na Europa.
Foram conseguidas importantes alianças com França e Espanha com o envio de homens, barcos, armas e dinheiro.

O Tratado de Versalhes de 1783

A Inglaterra reconhece a independência das 13 colónias entregando-lhes o território compreendido entre os Grandes Lagos, o Ohio, o Mississipi e os Montes Apalaches.

Criada pela Constituição sob a forma de República Federal, na qual um Estado central e poderoso coexistia com os Estados federados.
A Constituição adotou os princípios da divisão de poderes e do seu equilíbrio através da fiscalização mútua.

Os Poderes

  • Legislativo entregue a duas câmaras do Congresso (o Senado e a Câmara dos Representantes);
  • Executivo entregue ao Presidente eleito por 4 anos;
  • Judicial entregue ao Tribunal Supremo.

O Espírito das Luzes

Nascimento do 1º país descolonizado do mundo;
Primeira república democrática;
O direito do voto e da escolha dos seus governantes.
      
   “A esperança do género humano” Turgot

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Símbolo da Companhia de Jesus

IHS é a abreviação do nome de Jesus em grego ou da escrita latina do nome como se usava na Idade Média: Ihesus.Trata-se de um trigrama cristológico propagado no século XIV pelo pregador São Bernardino de Sena. No século XVI, foi retomado com a significação de “Jesum habemus socium”, que quer dizer, em português, “Temos Jesus como companheiro”.
Depois de São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola foi quem mais contribuiu para a difusão do monograma. O fundador da Companhia utilizou o símbolo no início de suas principais cartas e escritos. Em forma impressa, usou o IHS como carimbo das principais publicações – por exemplo, na primeira edição do livro dos Exercícios Espirituais e, também, no carimbo oficial da Ordem.