terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Raízes da Ideologia Liberal

A Apologia da Razão e do Progresso

 
Século XVIII

  • Grande evolução intelectual
  • Progressos técnicos
  • Grande esperança na Humanidade
  • Racionalismo sobrepõe-se ao Empirismo
  • Fé inquebrantável na Razão
·         Visão optimista e progressista na evolução da Humanidade


Iluministas (filósofos do Século das Luzes)

Defendem:

·      Fim da desigualdade entre as nações:
·      Igualdade num mesmo povo:
·      Aperfeiçoamento real do Homem possível através do ensino, da lei e dos progressos das ciências e das artes - técnica.
Denunciam:

·      O fanatismo religioso e o dogma
·      A livre circulação de ideias
·      O absolutismo e a origem divina do poder real.
Formas de difusão:

·      A Enciclopédia de Diderot e D'Alembert
·      Cafés, clubes, academias e salões
·      A Maçonaria (as lojas maçónicas).

Preconizam:

·      Uma sociedade livre e igualitária:
·      Valorizam o indivíduo invocando o direito natural
·      Consideram como vital a educação, essencial para a evolução da Humanidade.
·      Desenvolve-se um novo conceito de família e de infância.

O Estado Iluminista:

·      Valorização da soberania popular – o poder emana do povo;
·      Defesa da divisão dos poderes (executivo, legislativo e judicial)
·      Defesa do contrato social, entre quem governa e quem é governado.

A tolerância religiosa

·      Aumento da crítica à Igreja e aos seus privilégios;
·      Aumento da descrença e do cepticismo;
·      Defesa da tolerância religiosa;
·      As ideias iluministas e o racionalismo colidem com o pensamento religioso, sobretudo pela forma como a religião (católica), determinava a vida dos homens e da própria sociedade.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Revolução Americana

A Revolução Americana


A colónia inglesa na América do Norte

Maior colónia de povoamento do mundo em 1760;
13 territórios escalonados ao longo da costa atlântica; Com cerca de 2 milhões de habitantes

Antecedentes

Grande riqueza comercial dos territórios americanos;
Sobrecarga de impostos aos produtos coloniais;
Parlamento decreta o imposto de selo sobre os documentos legais;
Decretado o exclusivo comercial das mercadorias coloniais.
A reação das colónias

Colonos americanos não representados no parlamento inglês;
Stamp Act Congress proclamou a recusa de aceitar decisões não aprovadas pelos seus representantes;
Boicote às mercadorias inglesas favorecendo as estrangeiras;
Levantamento dos impostos sobre todas as mercadorias à excepção do imposto sobre o chá.

Boston Tea Party

A concessão do monopólio da venda do chá à Companhia das Índias privava os comerciantes americanos dos lucros do transporte e revenda daquele produto na América.
Um grupo de jovens disfarçados de índios lançou a carga de chá transportada pelos navios no porto de Boston.

Cronologia da Independência

Em 1774 realiza-se o 1º Congresso de Filadélfia;
1775 Soam os primeiros tiros perto de Boston então reprimida pelos ingleses;
Jornais e panfletos legitimam a insubordinação.
A Declaração da Independência

 Em 1776 Thomas Jefferson redige uma  Declaração de Independência apresentada aos delegados no 2º Congresso de Filadélfia e aprovada a 4 de Julho de 1776.


A Guerra da Independência

G. Washington foi escolhido para comandante-chefe do futuro exército americano bem como líder de ações diplomáticas na Europa.
Foram conseguidas importantes alianças com França e Espanha com o envio de homens, barcos, armas e dinheiro.

O Tratado de Versalhes de 1783

A Inglaterra reconhece a independência das 13 colónias entregando-lhes o território compreendido entre os Grandes Lagos, o Ohio, o Mississipi e os Montes Apalaches.

Criada pela Constituição sob a forma de República Federal, na qual um Estado central e poderoso coexistia com os Estados federados.
A Constituição adotou os princípios da divisão de poderes e do seu equilíbrio através da fiscalização mútua.

Os Poderes

  • Legislativo entregue a duas câmaras do Congresso (o Senado e a Câmara dos Representantes);
  • Executivo entregue ao Presidente eleito por 4 anos;
  • Judicial entregue ao Tribunal Supremo.

O Espírito das Luzes

Nascimento do 1º país descolonizado do mundo;
Primeira república democrática;
O direito do voto e da escolha dos seus governantes.
      
   “A esperança do género humano” Turgot

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Símbolo da Companhia de Jesus

IHS é a abreviação do nome de Jesus em grego ou da escrita latina do nome como se usava na Idade Média: Ihesus.Trata-se de um trigrama cristológico propagado no século XIV pelo pregador São Bernardino de Sena. No século XVI, foi retomado com a significação de “Jesum habemus socium”, que quer dizer, em português, “Temos Jesus como companheiro”.
Depois de São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola foi quem mais contribuiu para a difusão do monograma. O fundador da Companhia utilizou o símbolo no início de suas principais cartas e escritos. Em forma impressa, usou o IHS como carimbo das principais publicações – por exemplo, na primeira edição do livro dos Exercícios Espirituais e, também, no carimbo oficial da Ordem.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O Absolutismo Régio

Módulo 4: A Europa nos Séculos XVII e XVIII – Sociedade, Poder e Dinâmicas Coloniais.

A Regressão Demográfica do século XVII


Crise Demográfica
v  Taxas de natalidade elevadas
v  Taxas de mortalidade igualmente muito elevadas
v  Esperança de vida entre os 25/30 anos
v  Taxas de substituição perto da unidade.

Causas:
v  Irregularidade das condições climatéricas;
v  Más colheitas;
v  Crises alimentares – subalimentação – fomes;
v  Duras condições de vida material – longas jornadas de trabalho, insalubridade das habitações; promiscuidade e pobreza, falta de infra-estruturas de higiene pública e privada, vestuário exíguo.
v  Guerras
v  Pestes

Progressão demográfica e melhoria das condições de vida


Novo comportamento demográfico no século XVIII:
v  Esperança de vida aumentou (35 /40 anos)
v  Rejuvenescimento da população europeia;
v  Taxas elevadas de natalidade e menores taxas de mortalidade.

Causas:
v  Progressiva melhoria climática (anos de boas colheitas, arranque da revolução agrícola, diminuição das fomes.)
v  Progressos técnicos e económicos: maior produtividade, introdução de novas culturas, alargamento dos circuitos comerciais e fortalecimento fisiológico;
v  Desenvolvimento da medicina com a descoberta das vacinas, aumento dos cuidados de higiene pública e privada.

Novos comportamentos sociodemográficos


Consequências:
v  Fortalecimento dos laços afectivos nas famílias;
v  Aumento da preocupação com a saúde e a educação das crianças.

Thomas Malthus revelou preocupações demográficas ao estudar estes comportamentos:

v  Crescimento elevado da população;
v  Defende a redução voluntária da natalidade pela prática do celibato e casamento tardio.

2. A Europa dos Estados Absolutos e a Europa dos Parlamentos
Estratificação Social e Poder político nas sociedades de Antigo Regime



Sociedade de Ordens caracteriza-se:
v  Estratificação em três grupos;
v  Juridicamente diferenciados (nascimento/função);
v  Independente da condição económica dos seus elementos.

Os três estados são:
1.    Clero
2.    Nobreza
3.    Braço Popular ou 3º Estado


A sociedade baseia-se nas seguintes condições:
v  Costume ou tradição;
v  Institucionalização de valores mentais e práticas medievais nas leis escritas;
v  Estabelecimento de estatutos jurídicos de diferenciação social.

A Sociedade de Ordens
v  Caracteriza-se por uma estratificação jurídica;
v  Impõe valores e comportamentos sociais rígidos;
v  A mobilidade social é praticamente inexistente exceptuando raras nobilitações feitas pelos monarcas.

O estatuto social assentava:
1.    Na riqueza
2.    Na cultura, estilo de vida e alianças familiares.


A Sociedade de Antigo Regime pressupunha:
v  A sociedade de ordens;
v  O Principio da desigualdade social;
v  Privilégios


1ª Ordem ou Estado: O Clero
v  Leis próprias e tribunal privativo (Direito canónico sob a autoridade pontifícia);
v  Isenção de serviço militar;
v  Isenção no pagamento de impostos e ainda cobrava a dízima.
v  Ocupavam altos cargos na corte e na administração pública e eram responsáveis pelo ensino.

2ª Ordem ou Estado: A Nobreza
v  Por nascimento
v  Detinham poder fundiário;
v  Exerciam funções militares e altos cargos políticos e administrativos.

Tipos de Nobreza:
v  Nobreza rural ou de solar
v  Nobreza cortesã
v  Nobreza de espada;
v  Nobreza de sangue;
v  Nobreza de toga

Privilégios
1.    Isenção do pagamento de impostos ao Estado;
2.    Foro privado;
3.    Cobrança de direitos senhoriais;
4.    Desempenho de altos cargos político-administrativos.

3ª Ordem ou Estado: O Braço Popular

Características:
v  Composta pelos estratos não privilegiados;
v  Inferior na consideração publica e nos cargos;
v  Prejudicada nas sanções penais e no pagamento de impostos.


Estratos no interior do 3º Estado:

v  Os camponeses (estrato maioritário): rendeiros, foreiros, jornaleiros e artesãos;
v  Burguesia: Mercadores e financeiros, letrados, mesteirais, assalariados não qualificados;
v  Marginais: mendigos, vagabundos, salteadores, meretrizes,;
v  Grupos étnicos: judeus e ciganos.



Pluralidade de comportamentos e valores


v  Sociedade heterogénea mas coesa na orgânica dos estratos e nas representações mentais;
v  Rigidez no cumprimento dos comportamentos sociais e dos códigos de etiqueta;


As formas de distinção social realizam-se:
v  Pelo trajo;
v  Pela forma de apresentação pública;
v  Pelas formas de saudação e tratamento;

v  Pelas diferentes formas de convívio social.



As diferenças de condição social estavam patentes nas leis e nos códigos penais que se atribuíam às diferentes ordens:



Pelo facto da burguesia tentar a ascensão social sem êxito, a sua atitude de inconformismo foi determinante nas grandes transformações que se vão verificar a partir da segunda metade do século XVIII e que se traduzirá nas Revoluções Liberais deste século e do seguinte.